Oi, sou eu de novo.
Sinto te informar, mas acho que me tornei um agnóstico do Amor;
Perdi a fé no romantismo, mas não o suficiente pra dizer que não acredito mais;
Não me sinto amargurado o suficiente pra dizer que o amor é um construto social;
Antes da pandemia eu conseguia falar "eu te amo" de maneira tranquila sem pensar muito no tema;
Hoje me questiono uma, duas, três vezes: "é amor mesmo ou só carência? é amor ou uma expectativa de que seja? te amo ou amo a sensação de estar apaixonado?"
Nessa incansável batalha de "crença versus descrença" que nasce a poesia;
Um poema sem rimas, até porque não há combinações em conceitos antitéticos;
Mas ao mesmo tempo eu ignorar a beleza do rimar seria até antiético;
Escrevo para você porque se você não for real e eu iludido, eu que lute;
Se você for real e eles descrentes, eles que lidem;
Amor, me fala por favor, é delírio o que sinto?
Você voltou a orbitar a minha vida ou sou eu que acredito no "deus das causas impossíveis"?
Hoje penso se o sentimento por ela sempre esteve aqui, se veio a vir pelas circunstâncias;
Se der certo eu volto a escrever poemas felizes, isso se eu vier a falar para ela que sinto;
Se não der certo, volto com poemas tristes e se ela não souber vai ser como diria Lulu: "caberá só a mim esquecer.."
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