sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Até você voltar...

Se um dia você voltar saiba que uma caixinha de presentes te aguarda. Não será uma caixinha de presentes muito chique, mas será muito valiosa.
Estará tudo lá dentro: beijos, abraços, aquele chocolate de pistache que você gosta, uma tortinha de limão e um sonho...
Se um dia você voltar eu pego de volta essa personalidade apaixonada, esperançosa, de bem com a vida que eu deixei num canto escuro do armário tal qual um casaco no verão.
Se um dia você voltar eu te daria todos os beijos que prometi, faria carinho e besteiras só pra ver de novo o teu sorriso de menina, o sorriso mais doce que já vi.
Se um dia você voltar eu te abraçaria e agarraria com desejo pra você nunca esquecer que além de amor também queima uma paixão intensa por ti.
Se um dia você voltar saiba que metade do meu colchão surrado é todo teu. O velho cobertor peludo de vó estará lá, brega mas quentinho, que nem eu. Mesmo que fique dormente meu braço estarei lá para conchinhas, seja da maior ou da menor.
Se um dia você voltar, o rodízio de comida japonesa já vai estar reservado, com a cadeirinha pra Isa se acabar de comer com a gente.
Se um dia você voltar, seja nessa vida ou numa próxima, nessa linha do tempo ou numa alternativa, na vida real ou nos meus mais reais sonhos, saiba que em algum tempo a gente vai ser feliz junto e meu "te amo" não vai ser mais gatilho, vai ser abrigo.
Se um dia você voltar será que eu ainda volto pra você, gatinha?

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Só Hoje...

"Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito..."
Balela e eu sei disso. Não me sinto no meu melhor humor, meu rosto anda marcado de espinhas decorrência de uma alimentação desregrada ou dos jejuns não intencionais que minha flutuação de humor tem me causado. 
A real que eu já nem sei se quero te encontrar, dado que me sinto envergonhado dos meus sentimentos. Eu sei, eu sei que o maior dos emocionados está nesse exato momento com culpa das suas emoções. Me recuso a ser baixo e dizer que a culpa foi sua, mas diria que foi culposo. Não foi o que você disse ou que fez, foi como reagi a tudo isso. 
Eu só estou cansado. Cansado de ser prestativo, cansado de ser esse partidão todo que você não merece, cansado de nadar contra corrente do fazer o mínimo que é amar e respeitar uma mulher com todos as suas limitações e defeitos, de saber quando dar espaço e quando se aproximar. Cansei.
Não quero flores, não quero as palmas, não quero os "eu avisei", não quero mais nada, eu queria só que você estivesse bem. Minha revolta não foi não ter você como amante, foi não te ter mais como amigo. No final o que sinto é raiva, é revolta, é não querer aceitar o inevitável.
É ver minhas palavras não rimarem, meu amor pela música e pela poesia se tornarem cinzas, é dormir e acordar sem saber se seus planos que você tanto sonhou estarem tomando forma.
É infantil da minha parte, não deveria achar isso, mas mesmo falhando eu queria ter tentado ser útil. Hoje não traço paralelos comigo, essa poesia foi feita por você e para você e se sangro em letras é porque não consigo mais te ver. (Ok eu rimei aqui)
Nunca na vida pensei que chegaria nesse ponto. Sofrer por alguém que foi menos que ficante, foi um quase algo, foi algo meio assim e ponto.
Um ponto final que nunca veio era pra ter sido um ponto G e a que ponto chegamos, G? A que ponto eu vou chegar?