Tal qual uma horcrux que me dói a cicatriz sempre que um gatilho me surge, a insegurança e a ansiedade advindas de traumas familiares profundos são ainda um motor fantástico pra minha escrita
Admito que canso escrever sobre amor próprio porque sinto que essa grande sinoide de "me amo" e "não me amo" é muito estressante e frustrante.
É como se aquela frase bonita de Facebook pra falar da luta pelos direitos, fortalecimento da esquerda, etc. "Para que serve uma utopia?"
A real é que meus pés doem e eu não quero mais andar, parece muito mais fácil desistir mesmo sabendo que não é assim que a banda toca.
Escrevo mais esse texto não para que o leitor veja meu sofrimento e se compadeça dele ou se inspire a querer mudar, o papo é de homem pra homem.
Cauê, de mim para mim mesmo, relaxa um pouco, cara. Olha o tanto que a gente já passou, olha o quanto amamos e fomos amados? A Fran pode ser um achado na nossa vida em meio há meses de caos, mas não se desespere. Se hoje você a ama não implica que ela nunca vá sentir coisas por você. Amor é construção, amor é constância, e constância é algo que leva tempo.
Minhas palavras de amigo são ame, mas ame verdadeiramente, mas não sofra pela expectativa, a Theo é o caso que não nos deixa mentir.
Primeira mulher adulta que você se relaciona, primeira mulher capaz de dialogar em níveis complexos com você. Aproveita a aventura!
Se na for pra ser não vai ser, mas se for também, rapaz você é sortudo!
Eu sei que você esquece e é meio cabeça dura com os conselhos alheio, (da Reh inclusive), mas você tem amigos que te amam, e acima de tudo, mesmo falhando pra caralho, eu te amo cara.
Entrega a toalha agora não. Tem muita coisa pra viver e ser vivida!
Fica bem, gordinho do olho caído, seu doido.